sábado, 24 de julho de 2010

Mais do Mesmo ...


E toda a magia acaba...

E tudo volta ao normal...

E planos vão cano abaixo...

E sonhos desvanecem-se...

E pessoas afastam-se...

E problemas surgem...

...

É mais do mesmo! É esta a definição de vida! E por menos que gostemos dela, acreditamos sempre que a sua inexistência seria bem pior...

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Magia do Momento

Preenchida por uma onda de criatividade, tive vontade de pintar. Olho a tela pousada no cavalete: branca, vazia, nua! Mil e uma ideias inundam-me o pensamento.

Borboletas!!! Desenho os seus contornos a preto. Observo-as por breves instantes tentando perceber como dar-lhes vida! Olho a palete de cores numa tentativa de encontrar as tonalidades correctas para pintá-las. Azul, amarelo, laranja e um pequeno toque de verde, para um ar mais exótico. Pelo canto do olho apercebo diferenças na tela. Desvio o meu olhar e vejo, como que por magia, os contornos das borboletas a ganhar cor: azul, amarelo, laranja e um toque de verde, tal como tinha imaginado. As asas começam a mexer-se, as borboletas ganharam vida! E esvoaçam pelo meu quarto!

Olho a tela pousada no cavalete: branca, vazia, nua! Mil e uma ideias inundam-me o pensamento.

Relva!!! Encharco o pincel em tinta verde e pinto um vasto relvado! Verde vivo! Um relvado saudável! Viro-me por segundos para lavar o pincel e sinto um intenso cheiro a natureza…. Não! Cheira a relva mesmo! Sinto uma sensação diferente por baixo dos meus pés! A relva tornou-se real e cobre o chão do meu quarto!

Olho a tela pousada no cavalete: branca, vazia, nua! Mil e uma ideias inundam-me o pensamento.

Papoilas!!! Bastou pensar nelas! E antes sequer de ter tempo de pegar no pincel, eis que começam a surgir pequenos pingos de sangue vermelho intenso na minha tela! Pequenas papoilas, lindas, perfeitas! E com uma corrente de ar, são levadas para a relva do meu quarto!

Olho a tela pousada no cavalete: branca, vazia, nua! Mil e uma ideias inundam-me o pensamento.

Malmequeres!!! Pinto pétala a pétala, como que num movimento inverso ao malmequer, bem-me-quer! Amarelo vivo, amarelo-torrado! Malmequeres redondinhos, perfeitinhos! Acabo de pintar e observo o meu trabalho. Preparo-me para dar uns retoques, estranhando já o facto de não acontecer nada de estranho, e sou surpreendida por um cordão dourado de pétalas a formar-se em volta do meu pescoço…

Olho a tela pousada no cavalete: branca, vazia, nua! Mil e uma ideias inundam-me o pensamento.

Sento-me na relva, rodeada de papoilas e de borboletas a esvoaçar, e com um cordão de pétalas de malmequeres ao pescoço, e desfruto da magia do momento! Uma onda de criatividade transformou o meu quarto num autêntico jardim! E como isso é bom!

Olho a tela pousada no cavalete: vislumbro um lindo jardim relvado salpicado de vermelho das papoilas, com exóticas borboletas a voar por entre as pétalas dos malmequeres que esvoaçam com a brisa!

terça-feira, 20 de abril de 2010

Melhores dias precisam-se!

E de repente, sem sequer te aperceberes quando ou como, o mundo desaba aos teus pés, e nem tiveste hipótese de tentar impedi-lo…
Uma série de acontecimentos estranhos vêm dar uma volta de 180 graus à tua vida, e o que ontem parecia um futuro sorridente, hoje é uma incerteza…
Começas a questionar-te: Quando tudo começou? O que é que eu fiz? Que mais irá acontecer?
Esperas por uma lufada de ar fresco mas o que recebes é uma ventania de coisas más…
Continuas a questionar-te: Estarei eu a exagerar? Haverá gente com menos sorte que eu?
Lutas diariamente contra as circunstâncias, resolves problema atrás de problema, aparecem situações mais complicadas que não podem ser resolvidas, mas aprendes a viver com elas…
Conjugas tudo isso com a rotina e tentas vencer o cansaço! Uns dias consegues esconder o que sentes e encaras tudo com um sorriso, outros dias deixas-te vencer: deixas cair a máscara e mostras ao mundo que não és de ferro…
Procuras fazer coisas que te façam esquecer mas o que realmente encontras é trabalho e mais trabalho…
É nestes momentos que dás valor aos mais pequenos prazeres da vida: uma saída de amigos, uma tarde no sofá, uma boa noite de sono, uma boa gargalhada… E é nestes momentos que te apercebes quem realmente te quer bem, quem realmente se preocupa, quem realmente está sempre lá…
Anseias com todas as forças que te restam que os pesadelos acabem e, até lá, encaras tudo com o mesmo pensamento positivo, tentas descobrir o lado bom das coisas más, e vives a vida tal como ela é! Porque o que não nos vence, torna-nos mais fortes!

Mas não achas que já é demais?!?

sexta-feira, 16 de abril de 2010

"O que sempre soube das Mulheres mas tive à mesma de perguntar"

“Tratam-nos mal, mas querem que as tratemos bem. Apaixonam-se por serial-killers e depois queixam-se de que nem um postalinho. Escrevem que se desunham. Fingem acreditar nas nossas mentiras desde que tenhamos graça a pregá-las. Aceitam-nos e toleram-nos porque se acham superiores. São superiores. Não têm o gene da violência, embora seja melhor não as provocarmos. Perdoam facilmente, mas nunca esquecem. Bebem cicuta ao pequeno-almoço e destilam mel ao jantar. Têm uma capacidade de entrega que até dói. São óptimas mães até que os filhos fazem 10 anos, depois perdem o norte. Pelam-se por jogos eróticos, mas com o sexo já depende. Têm dias. Têm noites. Conseguem ser tão calculistas e maldosas como qualquer homem, só que com muito mais nível. Inventaram o telemóvel ao volante. São corajosas e quando se lhes mete uma coisa na cabeça levam tudo à frente. Fazem-se de parvas porque o seguro morreu de velho e estão muito escaldadas. Fazem-se de inocentes e (milagre!) por esse acto de vontade tornam-se mesmo inocentes. Nunca perdem a capacidade de se deslumbrarem. Riem quando estão tristes, choram quando estão felizes. Não compreendem nada. Compreendem tudo. Sabem que o corpo é passageiro. Sabem que na viagem há que tratar bem o passageiro e que o amor é um bom fio condutor. Não são de confiança, mas até a mais infiel das mulheres é mais leal que o mais fiel dos homens. São tramadas. Comem-nos as papas na cabeça, mas depois levam-nos a colher à boca. A única coisa em nós que é para elas um mistério é a jantarada de amigos – elas quando jogam é para ganhar. E é tudo. Ah, não, há ainda mais uma coisa. Acreditam no Amor com A grande mas, para nossa sorte, contentam-se com pouco."

Rui Zink



quarta-feira, 14 de abril de 2010

Noite de Luar

Caiu a noite…
O rio está calmo, sereno…
Os malmequeres pintam de dourado as suas margens…
Ao longe, as luzes da cidade brilham…
Não se ouve nada além da água do rio e dos sons citadinos…
Não se vê ninguém além dos pescadores nos seus barcos de madeira…
A areia está fria…
O meu corpo arrefeceu com o ar da noite e com a saudade do teu beijo…
A noite está linda! Fria, mas linda! Apenas a tua presença pode aquece-la…

Deito o meu corpo gelado na areia fria…
Olho o céu estrelado…
Fecho os olhos e sonho…
Sonho que apareces para aquecer a minha noite…
Sonho que me estendes a mão e me chamas para dar-me um beijo de boa noite…
Beijo que faz parar tudo à nossa volta…
Beijo que arrebata o coração…
Beijo que me faz sentir que “everithing means nothing if i ain’t got you…”

Abro os olhos...
Continuo deitada na areia, fria...
Sinto arrepios a eriçar-me a pele…
O meu corpo é banhado pela prata da luz da lua…

É noite…
O rio está calmo, sereno…
E eu também!

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Desenho a Carvão

Mil e um pensamentos preenchem-me a mente…
Sonhos, medos, lembranças, preocupações… fantasmas do passado, expectativas para o futuro… decepções, surpresas… dúvidas, incertezas… fraquezas, vitórias… desafios, aspirações, desejos…

Tento expressar por palavras tudo que me passa pela cabeça. Pego numa folha em branco, vazia, nua. Todo o espaço livre que lhe vislumbro parece-me insuficiente para suportar tantas palavras… Mesmo assim, começo a escrever! Afinal, nunca vou descobrir se o espaço é suficiente se não tentar…

As palavras vão fluindo…

Passo para o papel cada sentimento: cada riso, cada lágrima, cada suspiro…

O lápis desliza suavemente pelo papel, desenhando cada letra, uma a uma… O som da grafite acalma-me… o peso dos pensamentos parece passar da minha mente para o papel… uma sensação de liberdade apodera-se de mim…

Ao branco do papel junta-se o cinza do lápis criando a ilusão de um desenho a carvão. Que contraste contraditório: palavras emotivas, sinceras, profundas, carregadas de sentimentos, de emoções, de cores, resumidas num desenho a preto e branco…

Releio cada palavra desenhada:
Vivo todos os pensamentos! Avivo todos os sonhos! Afugento todos os medos! Revivo cada lembrança! Esqueço os fantasmas do passado com as expectativas do futuro! Esclareço todas as dúvidas! Ultrapasso as incertezas! Supero cada fraqueza! Festejo cada vitória! Venço os desafios! Mantenho as aspirações! Satisfaço os desejos!

E no fim, valeu a pena tentar!

sexta-feira, 12 de março de 2010

Um Acordar Igual Para Um Dia Diferente – Parte II


Abro a gaveta, escolho um conjunto de lingerie: a tanga é preta, rendada, com duas fitas vermelhas entrelaçadas que terminam num pequeno laço atrás; o corpete, também preto rendado, tem um laço de fita vermelha preso na alça esquerda… Visto a tanga, visto o corpete, aperto todos os colchetes, um a um… calço as meias pretas de ligas…


Olho para o armário… percorro com os olhos todas as roupas penduradas… O dilema do costume: o que vestir?!? Penso por segundos e lembro-me de que se trata de um jantar de negócios… Fixo-me naquele vestido preto, curto… Pego nele como que por instinto e visto-o. Pego no lenço vermelho e ponho-o em volta do pescoço. Calço sapatos altos, pretos, tacões agulha…


Espalho batom vermelho pelos lábios, traço um risco preto nos olhos, remexo o cabelo encaracolado cor de mel… Olho-me ao espelho e agrada-me o que vejo! Aplico o toque final: perfume!
Sim, agora estou perfeita!

Olho para o relógio e percebo que está na hora!

Visto o meu casaco vermelho, pego na bolsa preta de mão, abro a porta e saio.


Desço a rua até à esquina e espero.
Ao longe, o carro descrito pelo telefone aproxima-se. Pára junto a mim. O vidro vai descendo e um rosto desconhecido vai surgindo. Os olhos eram pretos, profundos… a barba impecavelmente feita… o cabelo penteado para trás. “Pronta?” pergunta. “Sempre!” respondo. E antes que eu tentasse sequer abrir a porta, sai do carro, abre-me a porta de trás e dá-me instruções para entrar. Vestia um fato preto de linho, com uma camisa também preta. Os sapatos brilhavam, reluziam.


Espreito desconfiada e dou de caras com outro rosto desconhecido… Sento-me no banco traseiro e sinto a porta fechar-se logo de seguida.

terça-feira, 9 de março de 2010

Um Acordar Igual Para Um Dia Diferente... Parte I


Um raio de luz entra pela janela despertando-me do sono. Luto contra a claridade. Esforço-me para não abrir os olhos. Não! Não quero abrir os olhos. Não! Não quero olhar em volta e ver onde estou…

Fecho os olhos com toda a minha força… mas a claridade parece aumentar provocando ardor no meu olhar.
Abro os olhos a medo… Olho em redor… Onde estou?

Levanto-me com cuidado, muito lentamente… Não! Não quero que acorde! Não! Não quero olhar aquele rosto de novo.
Pego nas minhas roupas do chão e visto-me com rapidez. Pego no envelope deixado à entrada do quarto e, sem olhar para trás, saio e bato a porta.

Deixo o edifício discretamente, como habitual.

Entro no carro e fecho os olhos desejando chegar a casa como que por teletransporte.

Entro em casa… Dispo-me enquanto caminho para a banheira deixando para trás um rasto de roupa no chão… deixo a água a correr enquanto ponho música.

Entro na banheira e sinto a água a percorrer-me todo o corpo. Relaxo… Acalmo… Ouço Alanis … “Isn't it ironic... don't you think… It's like rain on your wedding day”... Relaxo... Deito-me na banheira... Fecho os olhos…
Abro os olhos de repente! A água está fria…. A minha pele está enrugada. Há quanto tempo estou aqui? O meu corpo está roxo… Tremo de frio!

Por instinto, ligo a água quente para aquecer-me e deixo-me estar… A minha pele ganha um tom avermelhado com a temperatura da água.

Apanho a toalha e enrolo-me nela. O chão fica pingado... O vapor paira no ar… Limpo o espelho embaciado e penteio o cabelo molhado… Vou para o quarto, enxugo o corpo na toalha deixando-a caída no chão.

Visto o roupão e desço as escadas! Preparo uma tigela de cereais e sento-me no sofá a comer enquanto ouço Otello de Verdi.

Fecho os olhos! Consigo lembrar-me das minhas aulas de piano quando era miúda… Sentir as teclas por baixo dos dedos… As mãos movem-se com suavidade… leveza… O mundo parece parar!

Rapidamente volto à realidade com o telefone a tocar… Trabalho para esta noite: Jantar de negócios…

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Mundo ao Contrário....


Às vezes dou por mim a pensar como seria viver num mundo diferente… um mundo ao contrário onde pisámos o céu e olhamos a terra por cima das nossas cabeças… um mundo onde a lua brilha de dia e o sol ilumina a noite… um mundo onde a terra é azul e o céu é verde…

A chuva cultiva-se em campos, fertiliza-se e depois colhe-se e engarrafa-se… Os legumes caem do céu em dias de tempestade… As frutas reproduzem-se e os animais nascem das árvores…

Imagino os peixes a voar, os gatos a nadar, e as aves a passear puxadas por trelas...

As folhas de papel crescem em plantações de bonitas flores, de várias cores, de vários feitios… o dinheiro cresce nas árvores, cai, esvoaça com o vento, e assim é distribuído aleatoriamente pelo mundo.

As praias tem verdes e extensos relvados a cobrir o imenso espaço deixado pelos areais que fugiram para os bosques e cobriram todo o solo onde as toalhas de piqueniques são estendidas sob a sombra das frondosas árvores…

As nuvens são fofinhos bancos de jardim, as estrelas salpicam os jardins de um amarelo dourado, as flores cobrem o céu e largam pequenas pétalas quando o dia está cinzento…

A brisa transporta os mais variados sabores e cheiros provocando sensações únicas nas pessoas….

Os sorrisos e a boa disposição são palavras de ordem no dia a dia deste Mundo ao contrário….

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

2 0 1 0


Mudança

Independência

Novidade

Descoberta

Novas Experiencias

Nova Vida

Êxito

Sucesso

Felicidade