quinta-feira, 29 de abril de 2010

Magia do Momento

Preenchida por uma onda de criatividade, tive vontade de pintar. Olho a tela pousada no cavalete: branca, vazia, nua! Mil e uma ideias inundam-me o pensamento.

Borboletas!!! Desenho os seus contornos a preto. Observo-as por breves instantes tentando perceber como dar-lhes vida! Olho a palete de cores numa tentativa de encontrar as tonalidades correctas para pintá-las. Azul, amarelo, laranja e um pequeno toque de verde, para um ar mais exótico. Pelo canto do olho apercebo diferenças na tela. Desvio o meu olhar e vejo, como que por magia, os contornos das borboletas a ganhar cor: azul, amarelo, laranja e um toque de verde, tal como tinha imaginado. As asas começam a mexer-se, as borboletas ganharam vida! E esvoaçam pelo meu quarto!

Olho a tela pousada no cavalete: branca, vazia, nua! Mil e uma ideias inundam-me o pensamento.

Relva!!! Encharco o pincel em tinta verde e pinto um vasto relvado! Verde vivo! Um relvado saudável! Viro-me por segundos para lavar o pincel e sinto um intenso cheiro a natureza…. Não! Cheira a relva mesmo! Sinto uma sensação diferente por baixo dos meus pés! A relva tornou-se real e cobre o chão do meu quarto!

Olho a tela pousada no cavalete: branca, vazia, nua! Mil e uma ideias inundam-me o pensamento.

Papoilas!!! Bastou pensar nelas! E antes sequer de ter tempo de pegar no pincel, eis que começam a surgir pequenos pingos de sangue vermelho intenso na minha tela! Pequenas papoilas, lindas, perfeitas! E com uma corrente de ar, são levadas para a relva do meu quarto!

Olho a tela pousada no cavalete: branca, vazia, nua! Mil e uma ideias inundam-me o pensamento.

Malmequeres!!! Pinto pétala a pétala, como que num movimento inverso ao malmequer, bem-me-quer! Amarelo vivo, amarelo-torrado! Malmequeres redondinhos, perfeitinhos! Acabo de pintar e observo o meu trabalho. Preparo-me para dar uns retoques, estranhando já o facto de não acontecer nada de estranho, e sou surpreendida por um cordão dourado de pétalas a formar-se em volta do meu pescoço…

Olho a tela pousada no cavalete: branca, vazia, nua! Mil e uma ideias inundam-me o pensamento.

Sento-me na relva, rodeada de papoilas e de borboletas a esvoaçar, e com um cordão de pétalas de malmequeres ao pescoço, e desfruto da magia do momento! Uma onda de criatividade transformou o meu quarto num autêntico jardim! E como isso é bom!

Olho a tela pousada no cavalete: vislumbro um lindo jardim relvado salpicado de vermelho das papoilas, com exóticas borboletas a voar por entre as pétalas dos malmequeres que esvoaçam com a brisa!

1 comentário:

  1. O que seria das telas em branco se n houvesse cores!!
    O que seriamos nós se não houvessem borboletas nos nossos dias!!
    Malmequeres para quem bem nos quer!!
    Papoilas para nos provarem que estamos aqui e que podemos sentir a relva por baixo dos nossos pés descalços??
    O que seria este blog sem as tuas bolas de imaginação??
    bjs

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