sexta-feira, 9 de abril de 2010

Desenho a Carvão

Mil e um pensamentos preenchem-me a mente…
Sonhos, medos, lembranças, preocupações… fantasmas do passado, expectativas para o futuro… decepções, surpresas… dúvidas, incertezas… fraquezas, vitórias… desafios, aspirações, desejos…

Tento expressar por palavras tudo que me passa pela cabeça. Pego numa folha em branco, vazia, nua. Todo o espaço livre que lhe vislumbro parece-me insuficiente para suportar tantas palavras… Mesmo assim, começo a escrever! Afinal, nunca vou descobrir se o espaço é suficiente se não tentar…

As palavras vão fluindo…

Passo para o papel cada sentimento: cada riso, cada lágrima, cada suspiro…

O lápis desliza suavemente pelo papel, desenhando cada letra, uma a uma… O som da grafite acalma-me… o peso dos pensamentos parece passar da minha mente para o papel… uma sensação de liberdade apodera-se de mim…

Ao branco do papel junta-se o cinza do lápis criando a ilusão de um desenho a carvão. Que contraste contraditório: palavras emotivas, sinceras, profundas, carregadas de sentimentos, de emoções, de cores, resumidas num desenho a preto e branco…

Releio cada palavra desenhada:
Vivo todos os pensamentos! Avivo todos os sonhos! Afugento todos os medos! Revivo cada lembrança! Esqueço os fantasmas do passado com as expectativas do futuro! Esclareço todas as dúvidas! Ultrapasso as incertezas! Supero cada fraqueza! Festejo cada vitória! Venço os desafios! Mantenho as aspirações! Satisfaço os desejos!

E no fim, valeu a pena tentar!

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